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Santa Catarina: Programa Juro Zero alcança marca histórica

  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Um programa que impulsiona MEI’s, fortalece pequenos negócios e movimenta a economia catarinense.


Após 14 anos desde sua criação, o Programa Juro Zero de Santa Catarina chega a um novo capítulo em uma trajetória de sucesso já consolidada. De acordo com levantamento da Associação das Instituições de Microcrédito e Microfinanças da Região Sul (AMCRED-SUL), a iniciativa ultrapassou a marca histórica de R$ 750 milhões em recursos liberados, distribuídos em mais de 200 mil operações, que beneficiaram pequenos negócios de diversos setores em todo o estado.



Os números do primeiro semestre de 2025 comprovam que o crescimento do programa é uma constante:

  • Foram R$ 41,6 milhões em financiamentos.

  • Contemplando 8.604 Microempreendedores Individuais (MEI’s).

O mês de julho manteve o ritmo positivo, com R$ 8,1 milhões em operações, que representam 11,6% a mais em comparação ao mês anterior.


O presidente da Acredite de Rio do Sul (SC) e presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Alto Vale do Itajaí, Paulo José Fiamoncini, afirma que os impactos do programa são perceptíveis também na região onde atua.



Paulo José Fiamoncini

O programa cria um ambiente favorável para que empreendedores que não têm acesso ao sistema bancário tradicional consigam crédito", diz ele. “Muitos deles preferem buscar esse tipo de solução em instituições de microfinanças como a Acredite, justamente porque oferecemos não só o crédito, mas também orientação, educação financeira e acompanhamento”.



Os resultados positivos ganham ainda mais relevância quando analisados sob a ótica macroeconômica brasileira. Com o país enfrentando uma das maiores taxas de juros do mundo, iniciativas de crédito subsidiado tornam-se fundamentais para garantir a sobrevivência dos pequenos negócios e impulsionar o empreendedorismo de base.




Mecânica inteligente de incentivo


A estrutura do programa revela uma engenharia financeira pensada para maximizar resultados:


  • Operações de até R$ 5 mil são divididas em oito parcelas, mas o empreendedor efetivamente paga apenas sete.


  • A última prestação, correspondente aos juros, fica por conta do Badesc, agência de fomento estadual.


O modelo ainda oferece um período de carência de 30 dias até o início do pagamento, para que o empreendedor tenha fôlego adicional na fase de implementação do investimento.


Aqueles que mantêm pontualidade nas sete primeiras parcelas são contemplados com a quitação automática da oitava pelo governo estadual. Adicionalmente, após a quitação total, surge a possibilidade de uma segunda contratação, também limitada a R$ 5 mil.


Durante o primeiro semestre, R$ 6,5 milhões foram investidos exclusivamente no pagamento desses juros subsidiados.



Impactos na transformação empresarial


Janaina de Oliveira, Nail Design | Cliente Acredite
Janaina de Oliveira, Nail Design | Cliente Acredite

O programa não se limita apenas aos números estatísticos, mas representa um meio de fomentar pequenos negócios.


Entre os clientes da Acredite, Fiamoncini revela que o Programa Juro Zero atende a um perfil específico, principalmente MEI’s, além de pequenas empresas dos setores de comércio e serviços.



Temos muitos casos de empreendedores que utilizaram o programa para capital de giro, compra de equipamentos ou aumento de estoque e, assim, conseguiram dar um salto no negócio”, comenta. “Para quem está começando, funciona como um empurrão inicial, para quem já está no mercado, ajuda a organizar o crescimento de forma estruturada”.


A agilidade operacional constitui outro diferencial relevante do programa, com processos que viabilizam acesso rápido aos recursos. Essa característica mostra-se fundamental em um ambiente empresarial de oportunidades que exigem resposta imediata, especialmente para empreendedores que precisam aproveitar sazonalidades ou demandas relacionadas ao próprio setor.




Novo panorama de mercado


Entidades como o Caged, Ministério do Trabalho e Sebrae, apontam um dado particularmente revelador que se destaca em Santa Catarina:


  • Enquanto 80,4 mil novos empregos formais foram gerados no primeiro semestre, houve abertura de 176,4 mil empresas, entre MEI’s e micro e pequenas empresas, no mesmo período.


Significa que a proporção de abertura de pequenas empresas em Santa Catarina ilustra uma transformação profunda na estrutura econômica nacional, em que a formalização empresarial supera a criação de vínculos empregatícios tradicionais.


A mesma realidade é percebida por Fiamoncini e pela Acredite, no Alto Vale do Itajaí, o que impulsiona a procura por microcrédito. Ao mesmo tempo, o Programa Juro Zero é uma das iniciativas que encoraja a decisão de empreender.


Geralmente, nossos clientes relatam que buscam autonomia e que têm vontade de transformar um talento ou necessidade em fonte de renda e, claro, a oportunidade de começar um negócio com um investimento inicial relativamente baixo vai ao encontro destes planos”, conta o presidente da Acredite.



Perspectivas e desafios


A continuidade do programa para 2026 ainda aguarda definição oficial, embora o governo do estado tenha sinalizado que é favorável à manutenção da iniciativa. Para as instituições de microcrédito, essa incerteza representa tanto expectativa, quanto planejamento estratégico.


O contexto macroeconômico brasileiro reforça a relevância de iniciativas como o Programa Juro Zero em um ambiente desafiador para o empreendedorismo. Hoje, Santa Catarina conta com 837 mil MEI’s, segundo dados da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc), concentrados principalmente em:


  • Florianópolis - 85 mil

  • Joinville - 75 mil

  • Blumenau - 42 mil

  • São José - 37 mil

  • Itajaí - 35 mil


Entre os setores que mais se destacam na abertura de novos MEI’s, estão comércio, transporte e indústria da transformação, áreas que demandam capital de giro constante e investimentos em equipamentos básicos. Este perfil se alinha perfeitamente com as características do Programa Juro Zero.



Reflexões para o setor


O sucesso do Programa Juro Zero evidencia como políticas públicas bem estruturadas podem catalisar o desenvolvimento empresarial. Para o mercado de microcrédito, representa simultaneamente validação da demanda reprimida e demonstração do potencial de crescimento, quando barreiras financeiras são removidas.


Na opinião de Fiamoncini, o programa é mais uma das iniciativas que ajuda a Acredite a cumprir sua principal missão: oferecer crédito de forma acessível e responsável.


Para nós, da Acredite, trata-se de uma ferramenta de inclusão financeira muito importante, já para o empreendedor, é a possibilidade de acessar crédito sem juros, o que reduz o impacto no caixa e permite investir no negócio com tranquilidade”, observa. "Também acaba sendo uma porta de entrada para que o pequeno empresário tenha contato com o ecossistema de microfinanças, por isso, é essencial que continue em 2026"




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